Napoleon Hill (26 de outubro de 1883 - 8 de novembro de 1970) talvez tenha sido o homem mais influente na área de realização pessoal de todos os tempos. Ele foi assessor de Woodrow Wilson e Franklin Delano Roosevelt, presidentes dos Estados Unidos. Dizia um dos seus compromissos: "o que a mente do homem pode conceber e acreditar, pode ser alcançada".
As 16 leis do sucesso segundo Napoleon Hill
No começo do século XX, um dos empresários mais bem-sucedidos dos Estados Unidos, Andrew Carnegie, decidiu que queria saber quais eram os denominadores comuns entre todos os grandes homens de sucesso da época. Para isso, contratou o jovem Napoleon Hill.Por 20 anos, Napoleon Hill pesquisou sobre as 6 mil pessoas mais ricas e poderosas do mundo e descobrir o que elas tinham em comum. Hill não só as estudou como também entrevistou pessoalmente centenas delas, incluindo nomes como Thomas Edson, Graham Bell, George Eastman, Henry Ford, John Rockfeller, Theodore Roosevelt e Woodrow Wilson.Depois de apresentado a Andrew Carnegie, o resultado do trabalho foi transformado em um curso, no qual Napoleon Hill definiu 16 leis que todas as pessoas de grande sucesso seguiam, conscientemente ou não. Se você quer modelar alguns desses grandes nomes da humanidade, leia sobre e tente aplicar você mesmo todas essas 16 essenciais regras.
1. Associação com outras pessoas com o mesmo perfil de pensamento, o Master Mind de Napoleon Hill. A primeira lei revela que todos os grandes homens tiveram que se associar a outras pessoas para conseguir realizar os seus objetivos. Uma vez que todos compreenderam a interdependência, buscaram principalmente pessoas que seguiam uma mesma linha de pensamento. Assim, segundo Napoleon Hill, todos trabalhavam em rapport com seus sócios. Napoleon Hill afirmava que a união de duas ou mais mentes gerava um todo que era maior do que a soma das partes, o que ele chamou de Master Mind – ou Mente Mestra. Sozinhos, nenhum deles teria conseguido o sucesso que conseguiu.
2. Objetivo principal definido. Outro ponto que ficou bastante claro durante a pesquisa de Napoleon Hill foi que todas as pessoas que realizam seus sonhos tinham um objetivo principal claramente definido em suas mentes, muitas vezes ricos em detalhes. Muita gente diz que quer mudar de vida, mas quando são perguntadas o que realmente querem, se atrapalham para dizer. Sabem que não querem continuar do jeito que estão, mas não tem um objetivo claro de onde querem chegar, do que querem realmente mudar. O objetivo principal na vida deve ser escolhido com um grande cuidado e, depois de escolhido, deverá ser escrito e colocado num lugar onde se possa vê-lo pelo menos uma vez por dia. Isso tem por efeito psicológico impressionar o subconsciente da pessoa de tal maneira que ela aceita esse propósito como um lema, um projeto, uma “planta” que finalmente dominará as suas atividades na vida e a guiará, passo a passo, para a consecução desse objetivo. – Napoleon Hill
Sem ter um objetivo traçado, é muito complicado realizar alguma coisa. Não devemos ser 100% orientados a metas, contudo se não tivermos um lugar para onde ir, será difícil saber como chegar lá.
3. Confiança em si próprio. As pessoas de sucesso entrevistadas demonstravam grande confiança em seu potencial, segundo Napoleon Hill. Se não para resolver o problema, para saber quem chamar para resolver. A autoconfiança é essencial para quem quer empreender algo. Quem vai confiar um investimento em alguém que não demonstra segurança? Qual cliente vai comprar algo de alguém que duvida de si mesmo?
4. Economia. A quarta lei das pessoas de sucesso identificada na pesquisa de Napoleon Hill é o hábito da economia. Em uma tradução mais moderna, podemos dizer que educação financeira é uma das regras essenciais para quem quer obter sucesso. Embora o dinheiro não seja a única ferramenta para medir o sucesso de uma pessoa, quando estamos falando de negócios e empresas (que era o caso da maioria dos entrevistados de Napoleon Hill), essa é sim a principal medida de sucesso.
O estudo mostrou que os entrevistados sabiam controlar suas finanças e assim tinham sempre dinheiro para investir em oportunidades e para arriscar empreendimentos que, se não dessem certo, também não os iria deixar no meio da rua.
5. Iniciativa e Liderança. Um outro ponto bastante claro na pesquisa de Napoleon Hill foi o de que todos os entrevistados tinham um perfil de líder e não de seguidor. Todos tomaram a iniciativa de assumir o controle de suas próprias vidas, de empreender, de sair da mesmice e levar outros associados juntos no caminho. Embora algumas pessoas realmente não tenham o perfil de liderança, acreditamos que isso pode ser trabalhado e melhorado. Napoleon Hill afirma em seu livro que para levar outras pessoas a trabalharem com você em uma iniciativa própria ou mesmo para convencer outros a comprarem seus serviços e produtos, é preciso demonstrar liderança.
6. Imaginação. Pensar fora da caixa. Essa é a sexta lei do triunfo identificada por Napoleon Hill entre os homens bem-sucedidos que ele entrevistou. Boa parte deles precisou muitas vezes usar a imaginação para pensar em um negócio que não existia, para criar uma solução na qual ninguém pensou antes, para criar coisas novas. Existe uma série de técnicas para desenvolver a imaginação e a criatividade, mas o ponto principal para Napoleon Hill é você forçar-se a mudar suas rotinas de ações e pensamentos e não ter receio de experimentar coisas novas.
7. Entusiasmo. Aqui chegamos a um ponto muito importante. Muita gente parece ter um desejo de mudar de vida, mas acaba não indo em frente. É como se faltasse o combustível para levar o carro adiante. Segundo a pesquisa encomendada por Andrew Carnegie a Napoleon Hill, esse combustível que move homens e mulheres rumo a grandes descobertas e empreendimentos é o entusiasmo. Grande parte dos maiores realizadores do mundo eram absolutamente apaixonados por seus objetivos principais definidos, a ponto de isso despertar neles grande entusiasmo para seguir em frente mesmo quando todas as condições pareciam adversas. O homem geralmente triunfa com mais facilidade num campo de esforços em que se lança de corpo, alma e coração. – Napoleon Hill
Criar entusiasmo em si mesmo – literalmente viver com paixão – é um dos desafios mais intensos e prazerosos que você pode impor a si mesmo. E foi essa a razão da criação do mude.nu: despertar nas pessoas o entusiasmo por uma vida mais intensa!
8. Autocontrole. O oitavo ponto bate muito com o quinto: ter autocontrole é, na verdade, ser o líder de si mesmo. É pensar no longo prazo, avaliar as consequências de cada ação, ter a ideia exata de que tudo o que você faz ou o aproxima ou o afasta do seu objetivo principal definido. Não ser escravo das tentações mundanas ou de estados alterados de consciência – como a embriaguez, por exemplo – é um passo essencial para quem quer estar no comando da própria vida.
9. Hábito de fazer mais do que a obrigação. Segundo Napoleon Hill, existem dois tipos de pessoas que não vão para a frente:
Aquelas que não fazem o que lhes é pedido
Aquelas que só fazem o que lhes é pedido
Se você quer se destacar em sua área de atuação, precisa criar o saudável hábito de andar a milha extra: sempre fazer mais do que lhe pedem, sempre fazer mais do que é obrigado a fazer. Do contrário, você será apenas uma pessoa mediana, igual a tantas outras.
10. Personalidade atraente. Os negócios são resultados diretos de interações humanas. Cultivar uma personalidade atraente é ser uma figura agradável, simpática, bem apresentada. Não estamos falando aqui de padrões de beleza e sim de comportamentos que o tornem uma companhia agradável para os outros. Existem pessoas que não fazem a menor questão de serem simpáticas. Elas estão no direito delas, porém para quem quer levar sua carreira a patamares mais altos, além de competência, é preciso ser uma companhia no mínimo agradável.
11. Pensar com Exatidão. Ter foco é outra lei essencial para quem quer obter sucesso. Devemos aprender a dirigir os nossos pensamentos somente para os assuntos, fatos e informações que, de alguma forma, nos deixarão mais próximos de nosso objetivo principal definido. A meta é passar a raciocinar dedutivamente, apenas com base em fatos comprovadamente verdadeiros, que possuam importância real e que sejam úteis de alguma maneira.
12. Concentração. Esse ponto parece ser muito mais difícil hoje em dia do que na época em que a pesquisa de Napoleon Hill foi realizada. Isso porque hoje boa parte da humanidade sofre com distúrbios de déficit de atenção. As novas tecnologias e seus processos multitarefas nos oferecem tantas coisas que cada uma delas recebe apenas uma pequena fração da nossa atenção. O resultado são trabalhos malfeitos, falta de foco, sensação de excesso de informação e um grande sentimento de frustração. A saída aqui é treinar a própria mente para pensar com exatidão. Técnicas de meditação e o hábito de lidar com apenas uma coisa de cada vez, com foco total, são úteis para esse tipo de treinamento.13. Cooperação. Além de se associar com pessoas com a mesma linha de pensamento, os homens de sucesso entendem que a cooperação é o melhor caminho para a realização pessoal e coletiva. Isso inclui ver os concorrentes apenas como outros players do mercado, não como inimigos. Significa ver os funcionários não como escravos, mas como pessoas que estão colaborando para tornar o seu sonho realidade. A cooperação deve se dar em todos os níveis, pensando não somente no interesse próprio, mas também no bem-estar das pessoas com quem você se relaciona.
14. Fracasso. Como o fracasso pode ser uma das leis do sucesso? É simples: todas as pessoas que atingiram uma grande realização na vida, fracassaram algumas vezes antes. Na verdade, como diria Thomas Edson, aprenderam maneiras de “não inventar a lâmpada”. O fracasso deve ser visto como um grande aliado. Cada vez que você falha, você descobre uma maneira de não realizar o seu objetivo. Elimina um caminho. Continue fazendo isso até você achar a trilha ideal.
Anthony Robbins em seus treinamentos pergunta: quantas vezes você deixaria o seu filho cair antes de desistir de ensiná-lo a andar? As pessoas respondem com simplicidade: ora, ele vai cair até conseguir andar. E aí está a fórmula mágica do sucesso! Não existe maneira de fracassar, apenas de aprender como não chegar lá.
15. Tolerância. Para lidar com o fracasso, com as limitações de outras pessoas e as suas próprias, com as adversidades que a vida nos impõe, é preciso ter uma boa dose de tolerância e paciência. Você já deve ter percebido que não existe ninguém no mundo que consiga ter todas as coisas sob controle. Coisa que queremos não acontecem. Coisas que não queremos acontecem. O segredo é nos desapegar de querer controlar tudo e ter tolerância e paciência para ir acertando e errando até chegar onde queremos, seguindo sempre em frente.
A maior recomendação que alguém que está buscando uma melhoria na qualidade de vida pode receber é a de aproveitar toda a jornada, não apenas a realização da meta. O momento em que você realiza o objetivo é muito fugaz perto de todo o caminho que você tem para percorrer até ele.Se você condicionar sua felicidade somente à realização dos objetivos, estará se condenando a uma vida triste.
16. Fazer aos outros aquilo que quer que seja feito a você mesmo. Conhecida como A Regra de Ouro, essa lei é usada em grande parte das religiões e filosofias de vida já criadas no mundo. Se ela fosse realmente levada a sério, viveríamos um mundo bem melhor.
No momento em que você percebe que somos todos – seres vivos e meio-ambiente – uma única rede interdependente, que a ideia de eu como uma coisa distinta e independente nada mais é do que uma ilusão, aí, meu amigo, temos uma grande oportunidade de nos libertarmos de padrões limitadores. Tratar as outras pessoas como a si mesmo é um passo importante para essa compreensão.
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quinta-feira, 13 de março de 2014
015 - Napoleon Hill - 16 leis do sucesso
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
013 - leonardo boff
“Prefiro o silêncio de Buda à tagarelice dos teólogos”
Tal frase acima pertence ao teólogo católico Dr. Leonardo Boff, concedida recentemente em uma entrevista ao canal de TV GNT. Ex-frade franciscano e teólogo da libertação, lutou, e continua lutando, pelos direitos sociais e atualmente está voltado à discussão ambiental. É conhecido mundialmente por causa de seu discurso provocador às classes dominadoras.
Do outro lado temos Buda, que foi citado pelo teólogo Dr. Leonardo Boff. É fundador do budismo, religião e filosofia oriental. Foi um príncipe que viveu aproximadamente no ano 600 a.C. Inconformado com a miséria e sofrimento do povo, Buda buscou respostas para o sofrimento humano. O silêncio de Buda quer dizer que o mesmo não dava respostas prontas às pessoas que o procuravam, mas queria que cada um buscasse a resposta interior por meio da meditação, o silêncio.
Frase impactante, num contexto marcado pelo muito discurso e pouco, ou nada, de prática e compreensão. Segundo o Dr. Boff, muito se fala, e pouco se faz. Os discursos estão vazios, não olhando para a vida humana como um todo, mas apenas para sua parcialidade. Falta diálogo, o que gera má compreensão e falta de sensibilidade. Ao olharmos para o atual, vemos discursos que incitam à violência. Religiosos que, para chamar atenção do público, criam discursos aterrorizantes que, se uma pessoa que não esteja em sã consciência, será capaz das maiores brutalidades contra qualquer pessoa que esteja ao seu redor. Fanatismo que impede o direito a vida, igualdade e bem estar de toda, ou parte, da população. O ego acaba se tornando uma desgraça. Neste caso o discurso não está vazio, mas carrega ódio, desconhecimento e egoísmo.
Jesus Cristo vai ao encontro dos menosprezados, convidando a todos e todas para a comunhão. Este convite é feito com amor, sentimento mais profundo que acolhe, como um abraço confortante e quente. Este convite vem para nós a cada momento, ainda que estejamos fracos diante da luta a ser travada com os desafios que a vida coloca à nossa frente.
Não devemos dar ouvidos aos discursos insanos e violentos dos religiosos. Devemos, sim, ser cristãos e cristãs, pessoas que praticam o amor no dia a dia, que procuram compreender a vida humana e que não rejeitam pessoas. Que vão ao encontro de todos e todas que necessitam amor, carinho, abraço, dignidade.
Victor Junior Flegler“Assim a montanha não é apenas montanha. Em sendo montanha, traduz o que significa majestade. O mar evoca grandiosidade; o céu estrelado, infinitude; os olhos profundos de uma criança, o mistério da vida humana e do universo.
O ser humano capta valores e significados e não apenas fatos e acontecimentos. O que definitivamente conta não são as coisas que nos acontecem, mas o que elas significam para a nossa vida e que experiências elas nos propiciam. As coisas, então, passam a ter caráter simbólico e sacramental: nos recordam o vivido e alimentam nossa interioridade. Não é sem razão que enchemos nossa casa ou o nosso quarto de fotos, de objetos queridos dos pais, dos avós, dos amigos, daqueles que entraram em nossa vida e significaram muito. Pode ser o último toco de cigarro do pai que morreu de enfarte ou o pente de madeira da tia que morreu ou a carta emocionada do namorado que revelou seu amor. Aqueles objetos não são mais objetos. São sacramentos, pois falam, recordam, tornam presente significados, caros ao coração.
Captar, desta forma, a profundidade do mundo, de si mesmo e de cada coisa constitui o que se chamou de espírito. Espírito não é uma parte do ser humano. É aquele momento da consciência mediante o qual captamos o significado e o valor das coisas. Mais ainda, é aquele estado de consciência pelo qual apreendemos o todo e a nós mesmos como parte e parcela deste todo.
O espírito nos permite fazer uma experiência de não-dualidade. “Tu és isso tudo” dizem os Upanishads da Índia, apontando para o universo. Ou “tu és o todo” dizem os yogis. “O Reino de Deus está dentro de vós” proclama Jesus. Estas afirmações remetem a uma experiência vivida e não a uma doutrina. A experiência é que estamos ligados e re-ligados uns aos outros e todos à Fonte Originante. Uma fio de energia, de vida e de sentido perpassa a todos os seres, constituindo-os em cosmos e não em caos, em sinfonia e não disfonia.
A planta não está apenas diante de mim. Ela está como ressonância, símbolo e valor dentro de mim. Há em mim uma dimensão montanha, vegetal, animal, humana e divina. Espiritualidade não consiste em saber disso, mas em vivenciar e fazer disso tudo conteúdo de experiência. Bem dizia Blaise Pascal: “crer em Deus não é pensar em Deus mas sentir Deus”. A partir da experiência tudo se transfigura. Tudo vem carregado de veneração e de sacralidade”.
Leonardo Boff.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
012 - superação se constrói dia a dia - michael.
Filipino quebra tabu de 22 anos e usa tragédia no país como motivação. Aos 17 anos, Michael Christian Martinez é o único representante de sua nação nos Jogos Olímpicos de Sochi. Recebido na Vila dos Atletas, ele foi 1º a treinar no rinque 03/02/2014. Único representante das Filipinas em Sochi, o patinador Michael Christian Martinez foi obrigado a hipotecar sua casa perante a falta de assistência do Governo para poder realizar o sonho de participar dos Jogos Olímpicos de Inverno. "Minha casa está hipotecada. Este investimento é uma loucura", assegura a mãe do atleta filipino, Maria Teresa Martinez.A família do jovem esportista decidiu hipotecar sua residência depois que o presidente das Filipinas, Benigno Aquino, não atendeu vários pedidos que solicitavam ajuda econômica para poder representar o país na reunião realizada na Rússia. "Acho que inclusive ninguém no gabinete do presidente sabe que há um patinador filipino que está competindo nas Olimpíadas", se lamenta a mãe do atleta em declarações ao portal Rappler.No sábado passado, Michael se tornou o primeiro atleta de um país do Sudeste Asiático a participar da disciplina de patinação artística durante os Jogos Olímpicos de Inverno e o último a representar seu país após 22 anos de ausência na reunião. Apesar de ser consciente do pouco apoio com o qual conta por parte de seu Governo, o filipino confia em conquistar uma medalha em Sochi."Antes não tinha em quem me agarrar, só minha mãe. Agora também eu rezo a Deus cada vez que compito, e funciona realmente bem", assegurou Martinez, que começou a patinar aos 8 anos em uma pista de gelo de um centro comercial de Manila e durante muitas competições teve que viajar sozinho perante a falta de fundos para a viagem de seu treinador.
O jovem, original de Parañaque, um bairro da capital filipina, voltará a atuar na próxima quinta-feira [ontem] no programa curto de patinação artística, onde espera se classificar entre os 24 participantes que passam para a fase seguinte do estilo livre. Além dos obstáculos financeiros, que sempre dificultaram a compra de bons equipamentos e viagem para competições, o atleta teve que enfrentar um problemas de saúde ao ter de lidar com um asma que sofre desde os dois anos.O primeiro passo, a primeira pirueta e a sensação de entrar para a história de um país. Quando o jovem Michael Christian Martinez entrou na pista do Palácio Iceberg, tornou-se duplamente pioneiro. Além de ser o primeiro filipino da história a representar o país nos Jogos Olímpicos na patinação artística, foi o primeiro atleta a pisar na arena de Sochi para um treino oficial. No domingo, teve que segurar novamente a emoção. Na Vila Olímpica da costa, foi recebido oficialmente, ouviu o hino de seu país e viu a bandeira das Filipinas ser hasteada novamente, após 22 anos, em uma edição das Olimpíadas de Inverno.“É tudo uma grande experiência totalmente nova. É um momento único e estou muito feliz em estar aqui. Me chamaram a atenção os prédios, as arenas e as cores em Sochi” disse o atleta.Suas primeiras tentativas foram apenas para se divertir, passar o tempo. Em 2008, após uma viagem para os Estados Unidos, o filipino pôde ver de perto atletas de ponta e decidiu tentar ser um profissional.A vaga para os Jogos Olímpicos veio em um torneio realizado na Alemanha, no ano passado. Ele terminou a competição na sétima colocação. Para poder competir em alto nível, Michael teve que ficar um tempo longe de seu país. Sua mãe e fiel escudeira, Maria Teresa, é o principal suporte. Além de cuidar de sua carreira, participa do corpo técnico nos treinos na Califórnia, nos Estados Unidos.A última participação das Filipinas em uma edição de Jogos Olímpicos de Inverno foi em 1992, em Albertville. Na ocasião, Michael Teruel disputou duas provas de esqui alpino, ficando com o 71º lugar no slalom gigante, e 49º no slalom. Martinez não era nem nascido.“É uma grande responsabilidade representar meu país depois de tanto tempo nos Jogos de Inverno. Sei que estou entrando na história para sempre. Estou orgulhoso e espero deixar todos orgulhosos também”.Tragédia no país serviu de motivaçãoA vontade de colocar as Filipinas no programa olímpico de inverno ficou ainda maior no fim do ano passado. Em novembro, o supertufão Hayan, poderoso ciclone tropical, causou destruição nas Filipinas e matou milhares de pessoas. Mesmo estando longe de seu país durante a tragédia, Michael sofreu.“De longe, eu vi tudo que aconteceu. Cada vez que via as imagens na TV, me dava vontade de chorar. Por outro lado, aumentou minha vontade de dar o meu melhor. Quero competir por eles (filipinos), mostrar o quanto treino e trabalho por eles. Quero representar o espírito dos Filipinos em Sochi”."Literalmente, cresci no hospital, porque estava muito doente. Não podia praticar nenhum tipo de esporte, e muito menos exteriores, porque em seguida me dava ataque de asma", conta o patinador.O frio, quando começou a patinar, fazia com que tivesse que que tomar medicação continuamente para não ter ataques de asma, mas, finalmente, o esporte foi beneficente para sua saúde, destaca Martínez. "Ano após ano, minha saúde vai melhorando, portanto minha mãe me apoia. Ela diz que é melhor consumir o dinheiro em patinar do que no hospital", conclui o olímpico.A participação de Martinez se transformou em uma das notícias mais lidas das Filipinas, e ele em um dos esportistas mais populares dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi, reunião onde não são frequentes os representantes do países tropicais.No site da organização, atualmente Martinez é o segundo atleta que conta com mais apoio de seguidores com cerca de 2.400 votos, só atrás do esquiador Byambadorj Bold, da Mongólia, um país no qual inaugurou a primeira estação de esqui há pouco mais de três anos.A épica história de Martinez também é notícia nos meios de comunicação russos que contam a história do filipino para chegar a Sochi, aponta o jornal filipino The Star."O que me impressiona mais é como Martinez aprendeu a esquiar em condições tão péssimas. Ele aprendeu a fazer um triplo axel simplesmente vendo na televisão", comentou o treinador do filipino, o russo Victor Kudryavtsev, à Agência de Notícias da Rússia (RIA).As redes sociais também são uma importante fonte de apoio para Martinez, onde conta com cerca de 20 mil seguidores no Facebook e 1.600 no Twitter, que enviam ânimo e energias diariamente. "Ganhando ou perdendo, já é um ganhador para todos e cada um dos filipinos", diz um de seus admiradores.
Fonte: globoesporte.com e espn
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
011 - gunther holfort
Gunther Holtorf tem 74 anos. Em 1989, ele e sua mulher, Christine, saíram da Alemanha para uma viagem de 18 meses pela África num Mercedes G-Wagen fabricado no ano anterior. Viajar é preciso – mas o casal alemão Gunther Holtorf e sua esposa, Christine levaram esse conceito para um nível invejável. Decidiram fazer uma viagem de 18 meses ao redor da África em seu Mercedes G-Wagen. O que eles não poderiam imaginar, é que a viagem duraria 23 anos e ficaria conhecida como “A viagem sem fim de Gunther Holtorf“.
Já passou por 200 países, incluindo Cuba, Coreia do Norte e Iraque. Christine morreu em 2010. Mas pediu a Gunther que ele continuasse. O Mercedes, que se chama Otto, já passou dos 800 mil km rodados.
Gunther não tem Twitter, Facebook, blog, site ou patrocinadores. É uma viagem per se. Não tem sequer uma câmera digital. Usa duas velhas e maravilhosas Leicas com filmes. No ano que vem ele pretende terminar a jornada. O carro será entregue ao museu da Mercedes.
A justificativa? Simples: “The more we traveled, the more we realized how little we’d seen” (quanto mais viajávamos, mais percebíamos que tínhamos visto muito pouco ainda).
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
007 - michel e erwan
Às vezes, a perda pode se transformar em vitória quando as pessoas, em vez de se resignarem, arregaçam as mangas e lutam para evitar que mais pessoas sofram. Uma perda pode se transformar em ganho quando somos tocados pela esperança. Quando acreditamos que a dor não foi em vão.
Michel Renaud perdeu sua filha de 13 anos em dezembro de 2012. Muito envolvido na luta contra a fibrose cística, ele correu uma maratona no início de abril no Polo Norte com seu filho. Para encarar o desafio eles treinaram em um frigorífico.
A fibrose cística levou Marine em dezembro, no alvorecer da idade de 13 anos. Seu pai, Michel Renaud, muito envolvido na luta contra esta doença, assumiu o compromisso de não parar de lutar pela divulgação da doença. Em Toulouse decidiu embarcar com Erwan, seu filho de 14 anos de idade, para uma aventura extraordinária. Eles competiram na Maratona de Polo Norte, carregando na mala um ursinho com o nome de Marine.
Renaud, maratonista experiente, já participou da maratona do polo em 2009, com três de seus irmãos e um sobrinho. Também falando sobre a luta contra a fibrose cística.
Para se prepararem para temperaturas próximas de 40 graus negativos, Renaud e Erwan fizeram “estágios” nas montanhas, no frio e na neve dos Pirineus e também em um armazém refrigerado perto de Toulouse. Nos 42,195 km no gelo, Michel Renaud e seu filho levaram as cores da associação Vaincre la Mucoviscidose (Vencendo a Fibrose Cística). A iniciativa foi uma oportunidade de compartilhar informações sobre esta doença genética e de arrecadar fundos para a luta contra uma doença que, segundo ele, “pretende-se curar em breve.”
Cerca de 200 crianças com fibrose cística nascem a cada ano na França.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
005 - mark plotkin
Onde estão os índios e a Amazônia? Na mídia americana, estão nos excelentes documentários da TV por assinatura. O foco está na exuberância do maravilhoso e surpreendente mundo dos animais e das plantas.
Nas décadas de 70, 80 e 90 estavam nas primeiras páginas e nos jornais nacionais. Florestas em chamas ou serradas, garimpeiros assassinados por madeireiros, índios aos gritos de guerra e dor, fauna e flora em liquidação.
Ou cansamos do drama dos índios e das selvas ou os problemas estão bem encaminhados. Notícia boa não é boa notícia para as manchetes. O cientista Mark Plotkin acha que é caso de tigela meio cheia e meio vazia. Metade vai bem, metade vai mal.
Apesar de não conseguir determinar qual é a posição de Mark Plotkin junto dos benefícios do uso das plantas medicinais e as pesquisas bioquímicas destas, o vídeo deixa mais claro que a não determinação de princípios ativos não é garantia da ineficácia das plantas nos tratamentos. A premissa a ser usada deve ser outra, pois a ciência não tem ferramentas para compreender mecanismos que não são definidos por suas regras. Bruce Lipton afirma que as terapias vibracionais são mais eficazes porque o corpo, as células, são energia e nos prova através de experiências. Desta forma, ao se determinar os princípios ativos [bioquímicos] podemos negligenciar outros fatores.
Ele tem um bom medidor. Há trinta anos leva mordidas de mosquitos, come e bebe as maravilhas e venenos da selva. Hoje é presidente do Amazon Conservation Team, ACV, criada por ele, que joga na defesa de índios e selvas. Outras ONGs protegem um ou outro. A ACV acredita que um não vive sem o outro, embora ele admita que na Costa Rica os índios se foram e a selva ficou - e vai bem.Em 1993, Mark Plotkin publicou um livro que teve impactos, positivos e negativos: Tales of a Shaman's Apprentice (Contos de um Aprendiz de Pajeh em português), em que descrevia suas experiências na selvas da Amazônia sobre medicina indígena e os pajés. Plotkin é um etnobotânico, um cientista que estuda nossas relações com as plantas, em um campo além da jardinagem.
Ele estava a serviço da Shaman Phamaceuticals, que tinha apostado milhões de dólares nos segredos curativos da selva. O principal alvo de Plotkin era o diabetes, que tinha matado as duas avós, era e ainda é uma das pragas americanas.
Na tribo, descreveu a doença e acompanhou o pajé na caminhada que recolheu ervas, cascas de árvores, preparou sucos, cozinhou numa panela e deu a uma jovem índia que parecia um caso terminal de diabetes. De um dia para outro, o nível do açúcar tinha baixado e em pouco tempo ela estava na horta. Esta cura milagrosa mereceu destaque no New York Times.
Bem como o fracasso do remédio, quando foi trazido e testado no laboratório da empresa. E de outro, vindo da casca de uma árvore, contra diarreia. As ações da empresa foram a zero. Bye, bye, pajelança.
Quase 20 anos depois, Mark Plotkin ainda aposta nos índios, nas selvas, nos pajés e no GPS. Sua ONG conseguiu um importante aliado, o Google e seus mapas.
Em vez de mapear as reservas indígenas, Plotkin e Google ensinaram os índios como se faz um mapeamento com o GPS. Quando um garimpeiro ou um madeireiro chega na tribo com um mapa e dizem aos índios onde vão minerar ou cortar árvores, os índios sacam seus próprios mapas. Pá! Fim de papo.
Plotkin está mais ativo entre as tribos do Suriname e da Colômbia, onde ele vê um governo mais atuante na proteção dos índios e das selvas. Mas e a medicina da pajelança? Todas aquelas promessas de ervas, folhas, frutas, raízes e cascas milagrosas?
Continuam suspeitas e deram pouquíssimos frutos. Os produtos das nossas plantas venderam US$ 150 milhões no Brasil em 2008, um número centesimal comparado com as vendas destes tipos de produtos nos Estados Unidos (US$ 250 bilhões).
Na sua tese de doutorado, a professora Andreia Mara Pereira, da Unicamp, informa que os chineses usam produtos medicinais de 26 mil árvores. O Brasil não está nem entre os 10 primeiros países consumidores de plantas medicinais, embora nossa Amazônia tenha um quarto das espécies de plantas do mundo.
O professor José Maria da Silveira, do Instituto de Economia da Unicamp, me mandou uma lista que vai da letra A a H e outros argumentos fora do alfabeto para explicar os fracassos, as dificuldades e as complicações das nossas leis e nossos políticos na biotecnologia. Os tratados e leis internacionais não andam. Ele diz que o Brasil se queixa da biopirataria, mas é um biopirata, 'talvez o maior biopirata do mundo'.
Há mais de 10 anos, o governo brasileiro criou o CBA, Centro de Biotecnologia da Amazônia. Adriano Andricopulo, professor da USP, diz que o país tem ótima infraestrutura e um número significativo de laboratórios e pesquisadores, 'mas o Brasil ainda não desenvolveu um único fármaco (produto farmacêutico) a partir de suas fontes naturais'. Entre os absurdos, ele cita a copaíba: 'O Brasil tem o maior número de publicações científicas sobre a copaíba e não temos patentes sobre o insumo. Outros países, como os Estados Unidos, já registraram diversas patentes'.
E os afrodisíacos amazônicos? Mark Ploktin levou dois para os laboratórios de Harvard: brocharam, concluíram os pesquisadores. Descobriu um terceiro, mas nem levou para o laboratório. Já tinha sido descoberto, por acaso, o Viagra.
Lucas Mendes: Índio quer GPS. Ou cansamos do drama dos índios e das selvas ou os problemas estão bem encaminhados.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
003 - keanu reeves
O ator mais caridoso da históriaQuanto mais você ler sobre Keanu Reeves, mais você vai gostar dele. Estima-se que Keanu fez cerca de $260,000,000 e contando a partir de seu papel como Neo na trilogia Matrix. Ele doou aproximadamente $35 milhões para a equipe de efeitos especiais e maquiadores, resultando em mais de 1 milhão por membro do elenco.“O dinheiro não significa nada para mim. Eu fiz muito dinheiro, mas eu quero curtir a vida e não me estressar construindo minha conta bancária. Nós todos sabemos que uma boa saúde é muito mais importante”.Ele também tem uma fundação para financiar pesquisas do câncer e hospitais de câncer. “Eu tenho uma fundação privada em funcionando há cinco ou seis anos, e ajuda hospitais infantis e pesquisas do câncer. Eu não gosto de atribuir o meu nome a ele, eu apenas deixei a fundação fazer o que ela faz”.Ao longo dos anos, Keanu tem apoiado muitas instituições de caridade e causas. Ele tem apoiado as seguintes instituições de caridade :AngelwearCity of HopeCoachArtEntertainment Industry FoundationLIFEbeatMake It RightPETARacing for KidsSickKids FoundationSpinal Cord Opportunities for Rehabilitaion EndowmentStand Up To CancerWildlife WayStationEm setembro de 1997 Keanu Reeves, que agora tem milhões de dólares, decidiu passar uma manhã em West Hollywood com um sem-teto, conversando, partilhando e tratando como igual.
“O dinheiro é a última coisa que eu penso. Eu poderia viver com o que eu já fiz pelos próximos séculos”. Keanu Reeves, 2003.Há um tempo circulou pela web uma imagem dele num metrô, junto com um texto, relembrem:Esse cara lendo jornal tranquilamente num metrô se chama Keanu Reeves. Ele nasceu em uma família problemática. O pai foi preso quando ele tinha em torno de 12 anos por tráfico de drogas e sua mãe era stripper. Sua família libanesa se mudou para o Canadá e ele teve vários padrastos. Ele viu sua namorada morrer. Eles iam se casar, mas ela morreu num acidente de carro que foi televisionado para todo o país. Sua então namorada já estava um pouco depressiva porque ela havia perdido o bebê que o casal iria ter. Desde então, ele evita relacionamentos sérios e nunca casou ou teve filhos.Ele também é o único dos grandes astros de Hollywood que não tem uma mansão no local. Perguntado sobre o porquê, ele respondeu:- Moro num flat, tenho tudo que quero a hora que quero. Porque trocaria isso tudo por uma casa vazia?Keanu Reeves teve um de seus melhores amigos mortos por overdose, River Phoenix (ator de Conta Comigo). Ele era irmão do também ator Joaquin Phoenix. Na mesma época, o pai de Keanu foi preso de novo por porte de drogas e condenado a 10 anos de prisão.Keanu Reeves viu sua irmã mais nova ter leucemia, que a quase levou a morte. Ela se curou, e ele doou 70% do que ele ganhou em Matrix para hospitais que cuidavam da mesma doença que sua irmã tinha. Keanu Reeves morou alguns meses na rua junto com os sem teto, para se colocar no lugar dos mesmos, puramente por vontade própria.Quem já viu na rua o “sad Keanu” sabe que ele é mais ou menos assim. Não anda com seguranças, come lanche da rua, usa roupas normais, etc. No próprio aniversário dele, Keanu só foi numa lojinha comprar um bolo pequeno e ficou comendo sozinho. Se algum fã o reconhecia, ele dava um pedaço. Quando perguntaram a ele sobre a alcunha de “sad Keanu” ele disse:- Vocês precisam ser felizes para viver. Eu não.Keanu Reeves merece nosso respeito.
Posted by Vicente Carvalho in Ser. Fonte: http://razoesparaacreditar.com/keanu-reeves-o-ator-mais-caridoso-da-historia/
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