Ben Saunders
(nascido Benjamin John Saunders em 5 de agosto 1977 em Plymouth, Inglaterra) é
um explorador polar britânico, atleta de resistência e palestrante
motivacional. Ele é mais conhecido para esquiar sozinho ao Polo Norte em 2004,
e por blogar ao vivo de suas
expedições. Ele é o terceiro na história e o mais novo a chegar ao Polo Norte
sozinho e a pé.
Embora a
maior parte da superfície do planeta já foi mapeado há muito tempo, ainda há
lugar para os exploradores do mundo moderno. E as histórias de Ben Saunders
sobre a exploração ártica - impressionante por sua engenhosidade técnica como pela
sua bravura - são decididamente modernas. Em 2004, aos 26 anos, ele esquiava
sozinho para o Polo Norte, atualizando seu blog, a cada dia da viagem. Humilde
e modesto, Saunders é um explorador de limites, até onde um ser humano pode ser
empurrado fisicamente e psicologicamente, ou como a tecnologia funciona a
centenas de quilômetros da civilização. Sua mensagem é de inspiração,
capacitação e potencial ilimitado.
Ele incita o
público a considerar cuidadosamente a forma como passar a "pequena
quantidade de tempo que cada um tem no planeta". Saunders também é um
advogado poderoso para o mundo natural. Ele já viu em primeira mão os efeitos
da mudança climática, e suas expedições são sensibilização para soluções
sustentáveis.
Ser a pessoa
mais jovem a esquiar sozinho para o Polo Norte não para saciar a vontade, mas
para explorar e ampliar os limites . Em 2008, ele tentou quebrar o recorde de
velocidade para um passeio sozinho para o Polo Norte, no entanto, a viagem foi
interrompida bruscamente em 2008 e novamente em 2010, devido à falha de
equipamento. Entre outubro de 2013 e fevereiro 2014, ele lidera uma equipe de
dois homens para refazer a malfadada viagem de regresso do capitão Scott ao
Polo Sul a pé. Mais de 100 anos depois da última expedição de Scott, esta de
quatro meses e de 1.800 quilômetros. A expedição será a mais longa jornada
polar sem apoio na história, e a primeira vez que a jornada de Scott está concluída.
John Clayton
Mayer (nascido em 16 de outubro de 1977) é um músico americano. Originalmente
de Bridgeport, ele estudou na Berklee College of Music antes de se mudar para
Atlanta, Geórgia em 1997. Seus dois primeiros álbuns de estúdio, Room for
Squares e Heavier Things, foram bem comercialmente, atingindo multi-platina. Em
2003, ele ganhou o prêmio Melhor Performance Vocal Pop Masculina no Grammy
Award para "Your Body Is A Wonderland".
John permite a gravação de áudio da maioria de
seus shows, permitindo também a troca não-comercial destas gravações. Dá,
assim, a chance aos fãs de recriar a experiência do show ao vivo, além de
incentivar a interação entre os fãs. Estas trocas de gravações ajudaram a
torná-lo mais conhecido no começo de sua carreira.
Na edição de
1 de Junho de 2004 da revista Esquire, Mayer começou uma coluna chamada
"Music Lessons with John Mayer" (lições musicais com John Mayer).
Cada artigo continha uma lição (umas mais técnicas do que outras) e sua visão a
respeito de vários tópicos, tanto de interesse pessoal quanto popular. Em uma
ocasião ele convidou os leitores a criar a melodia para letras
"órfãs" que havia escrito.
Reynaldo
Gianecchini: 'Eu me sinto muito mais
jovem e cheio de vida', por Pollyana de Moraes
De bermuda e
camiseta, Reynaldo Gianecchini subiu ao palco do teatro Tom Jobim, no Jardim
Botânico do Rio de Janeiro, para uma entrevista especial e intimista com a
apresentadora Cissa Guimarães. O galã também bateu um papo com o site do GNT
sobre como tem encarado o dia-a-dia após ter superado um câncer no sistema
linfático. “Eu me vejo diferente e isso se reflete de dentro para fora. Me
sinto muito mais jovem e cheio de vida”, contou ele.
Na entrevista
com Cissa, o ator fez questão de destacar que a fé foi fundamental para a sua
recuperação. “Estava aqui com a morte na minha frente, mas acreditei na vida”,
disse. Ainda recordando os meses de tratamento, Giane ressaltou que, entre seus pedidos a Deus, estava o de poder
aprender e evoluir com o diagnóstico do câncer. “Não me revoltei. Sabia que
estava passando por aquilo por uma razão. Tinha certeza absoluta de que seria
positivo para mim”.
Gianecchini contou
também que, com a cura, passou a encarar a rotina com mais leveza e a não se
preocupar com coisas pequenas e negativas: “Hoje em dia eu levanto e não me
permito mais me estressar”. O ator, no entanto, lembrou que serenidade não é
significa ser bonzinho o tempo todo. “Não quer dizer que a gente vira santo.
Ainda me pego querendo xingar alguém, mas penso que é besteira”, brincou.
Às vezes, a perda
pode se transformar em vitória quando as pessoas, em vez de se resignarem,
arregaçam as mangas e lutam para evitar que mais pessoas sofram. Uma perda pode
se transformar em ganho quando somos tocados pela esperança. Quando acreditamos
que a dor não foi em vão.
Michel Renaud
perdeu sua filha de 13 anos em dezembro de 2012. Muito envolvido na luta contra
a fibrose cística, ele correu uma maratona no início de abril no Polo Norte com
seu filho. Para encarar o desafio eles treinaram em um frigorífico.
A fibrose
cística levou Marine em dezembro, no alvorecer da idade de 13 anos. Seu pai,
Michel Renaud, muito envolvido na luta contra esta doença, assumiu o
compromisso de não parar de lutar pela divulgação da doença. Em Toulouse
decidiu embarcar com Erwan, seu filho de 14 anos de idade, para uma aventura
extraordinária. Eles competiram na Maratona de Polo Norte, carregando na mala
um ursinho com o nome de Marine.
Renaud,
maratonista experiente, já participou da maratona do polo em 2009, com três de
seus irmãos e um sobrinho. Também falando sobre a luta contra a fibrose
cística.
Para se
prepararem para temperaturas próximas de 40 graus negativos, Renaud e Erwan
fizeram “estágios” nas montanhas, no frio e na neve dos Pirineus e também em um
armazém refrigerado perto de Toulouse. Nos 42,195 km no gelo, Michel Renaud e
seu filho levaram as cores da associação Vaincre la Mucoviscidose (Vencendo a
Fibrose Cística). A iniciativa foi uma oportunidade de compartilhar informações
sobre esta doença genética e de arrecadar fundos para a luta contra uma doença
que, segundo ele, “pretende-se curar em breve.”
Cerca de 200
crianças com fibrose cística nascem a cada ano na França.
Para assistir
o vídeo da matéria na íntegra, clique abaixo.
O clássico
”Total Eclipse of the Heart”, de Bonnie Tyler, da década de 80, já ganhou
dezenas de versões, mundo afora. Certamente, nenhuma delas se compara ao feito
da cantora e comediante Christina Bianco, que conseguiu “convocar” 19 divas da
música internacional, para cantarem o sucesso, ao mesmo tempo.
Christina
gravou uma apresentação em que imita as vozes e os trejeitos de cantoras como
Adele, Cher, Barbra Streisand, Britney Spears, Christina Aguilera, Julie
Andrews, Alanis Morissette e Edith Piaf, interpretando a música de Bonnie
Tyler.
Christina
Bianco é uma cantora e atriz norte-americana que trabalha em teatros
off-broadway, no ‘Newsical The Musical’. Ela já recebeu um prêmio de melhor
atriz musical, pelo seu trabalho no Forbidden Broadway, teatro off-broadway dos
EUA.
No vídeo, que
foi postado há pouco mais de uma semana e já tem quase 3 milhões de acessos.
Confira.
Onde estão os
índios e a Amazônia? Na mídia americana, estão nos excelentes documentários da
TV por assinatura. O foco está na exuberância do maravilhoso e surpreendente
mundo dos animais e das plantas.
Nas décadas
de 70, 80 e 90 estavam nas primeiras páginas e nos jornais nacionais. Florestas
em chamas ou serradas, garimpeiros assassinados por madeireiros, índios aos
gritos de guerra e dor, fauna e flora em liquidação.
Ou cansamos
do drama dos índios e das selvas ou os problemas estão bem encaminhados. Notícia
boa não é boa notícia para as manchetes. O cientista Mark Plotkin acha que é caso de tigela meio cheia e meio vazia.
Metade vai bem, metade vai mal. Apesar de não conseguir determinar qual é a posição de Mark Plotkin junto dos benefícios do uso das plantas medicinais e as pesquisas bioquímicas destas, o vídeo deixa mais claro que a não determinação de princípios ativos não é garantia da ineficácia das plantas nos tratamentos. A premissa a ser usada deve ser outra, pois a ciência não tem ferramentas para compreender mecanismos que não são definidos por suas regras. Bruce Lipton afirma que as terapias vibracionais são mais eficazes porque o corpo, as células, são energia e nos prova através de experiências. Desta forma, ao se determinar os princípios ativos [bioquímicos] podemos negligenciar outros fatores.
Ele tem um
bom medidor. Há trinta anos leva mordidas de mosquitos, come e bebe as
maravilhas e venenos da selva. Hoje é presidente do Amazon Conservation Team,
ACV, criada por ele, que joga na defesa de índios e selvas. Outras ONGs
protegem um ou outro. A ACV acredita que um não vive sem o outro, embora ele
admita que na Costa Rica os índios se foram e a selva ficou - e vai bem.
Em 1993, Mark Plotkin publicou um
livro que teve impactos, positivos e negativos: Tales of a Shaman's Apprentice
(Contos de um Aprendiz de Pajeh em português), em que descrevia suas
experiências na selvas da Amazônia sobre medicina indígena e os pajés. Plotkin
é um etnobotânico, um cientista que estuda nossas relações com as plantas, em
um campo além da jardinagem.
Ele estava a
serviço da Shaman Phamaceuticals, que tinha apostado milhões de dólares nos
segredos curativos da selva. O principal alvo de Plotkin era o diabetes, que
tinha matado as duas avós, era e ainda é uma das pragas americanas.
Na tribo, descreveu a doença e
acompanhou o pajé na caminhada que recolheu ervas, cascas de árvores, preparou
sucos, cozinhou numa panela e deu a uma jovem índia que parecia um caso
terminal de diabetes. De um dia para outro, o nível do açúcar tinha baixado e
em pouco tempo ela estava na horta. Esta cura milagrosa mereceu destaque no New
York Times.
Bem como o
fracasso do remédio, quando foi trazido e testado no laboratório da empresa. E
de outro, vindo da casca de uma árvore, contra diarreia. As ações da empresa
foram a zero. Bye, bye, pajelança.
Quase 20 anos
depois, Mark Plotkin ainda aposta nos índios, nas selvas, nos pajés e no GPS. Sua
ONG conseguiu um importante aliado, o Google e seus mapas.
Em vez de
mapear as reservas indígenas, Plotkin e Google ensinaram os índios como se faz
um mapeamento com o GPS. Quando um garimpeiro ou um madeireiro chega na tribo
com um mapa e dizem aos índios onde vão minerar ou cortar árvores, os índios
sacam seus próprios mapas. Pá! Fim de papo.
Plotkin está
mais ativo entre as tribos do Suriname e da Colômbia, onde ele vê um governo
mais atuante na proteção dos índios e das selvas. Mas e a medicina da
pajelança? Todas aquelas promessas de ervas, folhas, frutas, raízes e cascas
milagrosas?
Continuam
suspeitas e deram pouquíssimos frutos. Os produtos das nossas plantas venderam
US$ 150 milhões no Brasil em 2008, um número centesimal comparado com as vendas
destes tipos de produtos nos Estados Unidos (US$ 250 bilhões).
Na sua tese
de doutorado, a professora Andreia Mara Pereira, da Unicamp, informa que os
chineses usam produtos medicinais de 26 mil árvores. O Brasil não está nem
entre os 10 primeiros países consumidores de plantas medicinais, embora nossa
Amazônia tenha um quarto das espécies de plantas do mundo.
O professor
José Maria da Silveira, do Instituto de Economia da Unicamp, me mandou uma
lista que vai da letra A a H e outros argumentos fora do alfabeto para explicar
os fracassos, as dificuldades e as complicações das nossas leis e nossos
políticos na biotecnologia. Os tratados e leis internacionais não andam. Ele
diz que o Brasil se queixa da biopirataria, mas é um biopirata, 'talvez o maior
biopirata do mundo'.
Há mais de 10
anos, o governo brasileiro criou o CBA, Centro de Biotecnologia da Amazônia.
Adriano Andricopulo, professor da USP, diz que o país tem ótima infraestrutura
e um número significativo de laboratórios e pesquisadores, 'mas o Brasil ainda
não desenvolveu um único fármaco (produto farmacêutico) a partir de suas fontes
naturais'. Entre os absurdos, ele cita a copaíba: 'O Brasil tem o maior número
de publicações científicas sobre a copaíba e não temos patentes sobre o insumo.
Outros países, como os Estados Unidos, já registraram diversas patentes'.
E os
afrodisíacos amazônicos? Mark Ploktin levou dois para os laboratórios de
Harvard: brocharam, concluíram os pesquisadores. Descobriu um terceiro, mas nem
levou para o laboratório. Já tinha sido descoberto, por acaso, o Viagra.
Lucas Mendes: Índio quer GPS. Ou
cansamos do drama dos índios e das selvas ou os problemas estão bem
encaminhados.
"Sem
os midi-chlorians, não haveria vida, e nós não teríamos conhecimento da Força.
Elas continuamente comunicam conosco, mostrando-nos a vontade da Força. Quando
aprenderes a tranquilizar a tua mente, irá ouvi-las falando" ― Qui-Gon Jinn
para Anakin
Skywalker
Midi-chlorians são formas de vida microscópicas
inteligentes que viviam dentro das células e eram os responsáveis pela geração
da Força
nos corpos. Eles não eram, no entanto, a Força em si, eles eram apenas uma
ligação a ela, agindo como um órgão sensitivo que poderia ser percebido. Na sua
essência, os midi-chlorians eram a conexão entre a mente do ser e a Força,
fazendo com que certos seres sejam capazes de manipulá-los.
Se você prestar
atenção nas imagens, verá uma certa incongruência: o que Henry Ford tem com
Star Wars? Quando eu li a entrevista dele [transcrita abaixo] me lembrei do
filme A Ameaça Fantasma, mais precisamente da conversa de Qui-Gon Jinn com
Anakin sobre os midi-chlorians.
Esta
entrevista foi realizada por Ralph Waldo Trine.
ENTREVISTADOR
- Com relação à administração de uma empresa através do Pensamento otimista,
gostaria muito de ouvir sua opinião, e vim consultá-lo, causando-lhe incômodo.
O mundo todo sabe que o senhor foi o fundador de uma das maiores indústrias
automobilísticas, a Ford Motor Company. Não posso deixar de me admirar com a
concretização de tamanho empreendimento pelo senhor que, na juventude, era uma
pessoa sem capital e praticamente sem posses. Qual é o segredo disso?
FORD - Desculpe-me, mas há um engano. Você diz que naquela época eu era
“praticamente sem posses”, mais isso não é correto. Qualquer um possui tudo
desde o princípio, pois tudo existe dentro de nós.
ENTREVISTADOR - É verdade. Queria justamente ouvir isso do senhor. A força que
atraiu a riqueza necessária para tão grandiosamente servir à humanidade e que
permitiu ao senhor realizar tamanho trabalho foi a sua convicção “Tudo já
existe dentro de mim”. Mas ainda, o senhor não está supervalorizando a sua
riqueza, nisto está a sua grandeza.
FORD - Naturalmente. A riqueza é um instrumento de realização, nada mais que
isto; é como combustível que se lança no motor ou a correia que faz girar as
rodas – é apenas um meio para se atingir o fim.
Misterioso poder da mente.
ENTREVISTADOR - Bem, o Pensamento otimista tem
como princípio fundamental, como o senhor disse, o seguinte: “Se alguém
acreditar que é grandioso e que conseguirá infalivelmente o que deseja,
concretizar-se-á em si próprio e ao seu redor tudo o que for pensado”. Em minha
opinião, inventores, poetas, e profetas são pessoas que pertencem à classe dos
sensitivos. São dotados dessa capacidade perceptiva superior à das pessoas
comuns. Eles têm algum meio de entrar em contato com algo e dele obter
conhecimentos impossíveis de serem adquiridos pela inteligência humana.
Pergunto-lhe se o senhor já sentiu alguma força superior com a qual possamos
entrar em contato. É possível que o senhor chame de Deus essa força; o senhor
está sempre identificado com tal força? O senhor tem consciência disso? Faz o
senhor algum esforço consciente e disciplinado para entrar em contato com essa
força ?
FORD - Depois que alcancei o mundo
espiritual, compreendi melhor que essa força é tudo; ela é a origem de tudo.
Para nós basta reconhecer essa força, que é essência de tudo. O que chamam de
espírito e a matéria são uma coisa só. Não há como pensar em “espírito” e
“matéria” separadamente; são o verso e o anverso de um todo. O meio para se
entrar em contato com essa força consiste em tornar correta a própria vida, tendo
o propósito de praticar o bem a maior número possível de pessoas.
Corpúsculos espirituais semelhantes a
anjos da felicidade.
ENTREVISTADOR - E isso é tudo?
FORD - Vou
explicar. Cada indivíduo é um universo e ao mesmo tempo uma parte do Universo;
vive imerso no universo, no “todo”, e é o centro do Universo. Ele atrai
corpúsculos espirituais invisíveis, com os quais forma o seu próprio corpo.
Esses corpúsculos espirituais participam inclusive de nossas obras para
engrandecê-las. Quando mentalizamos concentradamente a realização do nosso
desejo e agimos no sentido e concretizá-lo, esses corpúsculos espirituais vêm
se juntar a nós e acabam por concretizar o desejo. Qualquer um que esteja
realizando algo correto e útil pode receber o auxílio deles. Eles podem tanto
vir nos ajudar, como ir em busca de coisas necessárias, partindo de nós,
utilizando nosso pensamento como veículo. Eles constituem a substância que dá
forma as nossas realizações. A qualidade e a quantidade desses corpúsculos
espirituais são determinadas pelo tipo de pensamento de cada um. É incorreto
pensar que esses corpúsculos espirituais estejam num lugar misterioso e
distante. Eles estão aqui, dentro e fora de nós. Estamos preenchidos e envoltos
por eles. São uma substância viva que os praticantes de ioga chamam de prana.
Através do pensamento podemos atraí-los. Eles transmitem nosso pensamentos,
tanto os bons como os maus. Quando traçamos em nossa mente a imagem nítida
daquilo que desejamos, os corpúsculos espirituais entram em ação: os de fora
vêm nos ajudar, e os de dentro vão buscar recursos. Assim, recebemos a
inspiração e os elementos necessários para concretizar o desejado, o que passa
a ocorrer de modo harmonioso e rápido.
ENTREVISTADOR - O senhor quer dizer que o fato desejado começa a assumir forma
no momento em que imaginamos nitidamente a cena em que ele está concretizado?
FORD - Exatamente. Esses corpúsculos
envolvem nosso pensamento e começam a lhe dar forma. Formar na menta a imagem
daquilo que desejamos e contemplá-la fixamente significa criar o seu molde
mental, e isso se torna convicção. A convicção é a substância daquilo que se
vai concretizar. Parece que a maioria dos homens ainda não sabe o quanto é
substancial e atuante a convicção. Eu emprego o termo “substancial” onde os
outros diriam “espiritual”. Por quê? Ora, porque estou pensando na essência da
Vida e do Universo. O homem é um Universo e nesse Universo habitam inumeráveis
corpúsculos espirituais de que falei há pouco. E o homem pode ser considerado o
rei que comanda esses inumeráveis corpúsculos espirituais. Certas pessoas dizem
que o homem é “espírito”, e realmente o espírito é a “essência” das coisas e
dos fatos.
ENTREVISTADOR - Acho muito interessante a sua
teoria dos “corpúsculos espirituais”. Admitindo essa teoria, tornar-se fácil
compreender o processo pelo qual a causa mental produz consequência concreta. É
preciso que uma força ou uma substância se movimente para transformar o
pensamento em fatos concretos. Há pouco, falei de sensitivos, que parecem
dotados de uma aguda intuição ou sexto sentido...
FORD -
Entretanto, isto depende da vivência de cada um. Certas pessoas pensam que seja
uma capacidade especial ou um dom celestial, mas penso que seja resultante de
longas experiências da pessoa que viveu várias existências terrenas. É preciso
ressaltar que me baseio numa premissa: acredito que o homem se reencarna. Meu
caro, renascemos diversas vezes, acumulamos experiências em várias encarnações
e as conservamos. Umas pessoas acumulam feitos em maior quantidade que outras.
À primeira vista pode-se pensar que seja um dom, mas aquilo é fruto de
experiência alcançada com árdua dedicação. Isso se me esclareceu bem
nitidamente depois que alcancei o mundo espiritual.
ENTREVISTADOR - Então, quer o senhor
dizer que homens como inventores, poetas, profetas – que têm grande capacidade
perceptiva – acumularam, antes de renascerem neste mundo, maior experiência do
que as pessoas comuns viveram várias existências anteriores?
FORD - Isso mesmo. Eles, como espíritos,
são pessoas muito experientes. Jesus Cristo, embora tivesse 30 anos de
existência terrena, era um homem de muita vivência.
ENTREVISTADOR - E o senhor sabe quem foi Swedenborg? Como deve ser do seu
conhecimento, Swedenborg foi, em sua época, um dos mais célebres cientistas
mundiais. Ele morava em Estocolmo. Certa noite, numa cidade distante mais de
cem milhas, compareceu a um jantar oferecido pelo prefeito dessa cidade, onde
vários cavalheiros e autoridades também estavam presentes. Subitamente, em
pleno jantar, Swedenborg se levantou e o acompanhou. Então, Swedenborg começou
a descrever um grande incêndio que estava ocorrendo naquele instante em
Estocolmo: explicava pormenorizadamente, como se estivesse diante da cena,
indicando onde havia começado o incêndio e o lugar que estava em chamas naquele
instante; passado algum tempo, disse que o fogo foi se apagando paulatinamente
e mencionou claramente onde se apagara. Porque era uma ocorrência deveras
inusitada, o prefeito anotou minuciosamente o que fora dito por Swedenborg.
Depois disso, quando um mensageiro trouxe a notícia do incêndio de Estocolmo,
viu que não havia mínima diferença com a descrição de Swedenborg. Como é que o
senhor explica esse tipo de capacidade?
FORD - Swedenborg era uma pessoa
capacitada a atrair e usar os citados corpúsculos espirituais que existem tanto
dentro como fora do indivíduo. Essa é uma faculdade de que somente espíritos
elevados que reencarnaram muitas vezes são dotados.
FORD - Naturalmente. A riqueza é um
instrumento de realização, nada mais que isto; é como combustível que se lança
no motor ou a correia que faz girar as rodas – é apenas um meio para se atingir
o fim.
Nossos
colaboradores invisíveis.
ENTREVISTADOR
- Quando o senhor fala em “corpúsculos espirituais”, quer dizer que o
pensamento é uma substância viva?
FORD - De
imediato não encontro a palavra adequada, pois se trata da mente. Não temos
senão a mente como colaboradora do nosso trabalho. Para mim, no momento, a
teoria das ondas mentais ou vibrações da mente parece-me a mais segura. Na
minha opinião, pensamento é força. Ou, dito de outra maneira, pensamento é
vida.
Corpúsculos espirituais inteligentes que
ligam o indivíduo e seu mundo.
ENTREVISTADOR
- Estou entendendo melhor o que o senhor chama de “corpúsculos espirituais”.
Eles devem ser a força que rege o nosso corpo e provoca atividade psíquica no
cérebro. E o senhor quer chamar essa força de “energia espiritual inteligente’,
não é mesmo? Na minha opinião, cada uma das células do nosso corpo possui um
núcleo espiritual inteligente, e a humanidade certamente acabará descobrindo
isso.
FORD - As
células do nosso corpo são dotadas de um pequenino espírito ou corpúsculo
espiritual inteligente. Em nós, os corpúsculos espirituais estão organizados
tais como as novas células, constituindo a nossa personalidade. Como já disse
antes, quando pensamos em alguém ou em algo, uma parte da nossa energia vai até
esse alguém ou algo, utilizando os corpúsculos espirituais como veículos. Os
corpúsculos espirituais existem não só dentro de nós, como também fora de nós,
envolvendo-nos, formando o ambiente ao nosso redor e influindo no nosso
temperamento, no estado psicológico e na saúde. Às vezes viajamos na tentativa
de mudar o estado de ânimo ou de saúde, e isso surte efeito. Você sabe por quê
? É porque deixamos para trás os velhos corpúsculos espirituais. Quanto mais
longe formos, com velocidade mais alta possível, melhor para nos livrarmos do
ambiente que nos envolve. Eu acredito na eficácia de se mudar de lugar, pois,
quando mudamos para uma outra casa ou região, saímos do velho ambiente e
entramos em contato com novos corpúsculos espirituais. Neste ponto, o mundo
espiritual oferece mais vantagem porque lá se pode percorrer grandes distâncias
em pouco tempo só pelo poder do conhecimento, sem utilizar veículos.
ENTREVISTADOR - Então, o senhor quer
dizer que os corpúsculos espirituais inteligentes estão reunidos tanto no nosso
interior como no exterior, formando nosso ambiente ?
FORD - Cada
um de nós é um centro que atrai ao seu redor os corpúsculos espirituais, os
quais tornam-se parte inteligente de nós mesmos e agem de conformidade com a
nossa personalidade e sob nosso comando.
ENTREVISTADOR - Pelo meu modo de pensar, por
trás de todas as coisas do Universo existe a Vida Infinita, que vivifica a tudo
e a todos. Ele é que sustenta todas as existências. Ela é a origem espiritual
de todas as existências. Acho muito interessante a sua tese porque explica o
processo e os passos pelos quais a Vida Infinita se manifesta ao nosso redor
assumindo variadas formas dotadas de individualidade. “Pensamento” e
“existência”, na minha opinião, são cara e coroa da mesma moeda.
FORD - É isso mesmo. As palavras
“pensamento” e “existência” se referem à mesma realidade. Não há “existência”
sem que haja “pensamento”, e onde há uma “existência” está inegavelmente
manifestado “pensamento”.
ENTREVISTADOR - Não podemos deixar de
reconhecer que o pensamento é força. Mas então deve haver algum meio de
aumentar essa força e utilizá-la de modo mais eficaz que o normal. Será através
da concentração do pensamento numa determinada direção?
Concentre-se continuadamente no objetivo.
FORD - Quando concentramos o pensamento, este
se torna ímã que atrai corpúsculos espirituais inteligentes, os quais trarão os
elementos necessários para concretizar o empreendimento desejado. Se
mentalizarmos intensa e ininterruptamente, os objetos ou os fatos almejados
serão atraídos. Se não alcançamos êxito em diversos empreendimentos que
começamos, é porque não pensamos forte, ardente e continuadamente no sucesso
almejado. Para atrair o almejado, é imprescindível manter pacientemente o
desejo e o entusiasmo, sem interrupção. Não devemos ser impacientes e logo
perder as esperanças. Às vezes levamos meses para atrair as condições necessárias.
Portanto, é indispensável manter o pensamento concentrado por um longo período
de tempo. Assim procedendo, os corpúsculos espirituais virão se reunir em torno
de nós e trabalharão para concretizar o nosso desejo. Em outras palavras, o
almejado se concretizará só pelo fato de mantermos o pensamento concentrado
sobre ele ininterruptamente. Isto porque o pensamento é a substância dos fatos.
Pode-se dizer que o pensamento é o fato.
ENTREVISTADOR
- Sempre viemos pregando que o pensamento é força, que os semelhantes se
atraem, que um determinado tipo de pensamento cria fato do mesmo tipo e que,
portanto, o destino de uma pessoa dependerá de ela dirigir seu pensamento ou
para êxito ou para o fracasso. O senhor concorda?
FORD - Sim.
De fato, os semelhantes se atraem. Quem quiser sofrimento basta pensar em
sofrimento, e este virá.
FORD - Naturalmente. A riqueza é um
instrumento de realização, nada mais que isto; é como combustível que se lança
no motor ou a correia que faz girar as rodas – é apenas um meio para se atingir
o fim.
Fonte:
A Verdade da Vida - Volume 2 – Pags. 150 à 155.
Autor: Masaharu Taniguchi.
Revista The Theosophist. Annie Besant. Fevereiro 1930.
Pag. 178. The Libray. The power that wins by Ralph Waldo Trine